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Conheça o Snapchat, o aplicativo que rejeitou US$ 4 bilhões do Google

20 nov

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A bola da vez no mercado de tecnologia se chama Snapchat. Se você for mais velho, pode não saber do que se trata e é justamente por isso que Google e Facebook já ofereceram bilhões de dólares pela sua aquisição, mas ambas as ofertas foram prontamente recusadas. Sucesso entre os jovens, cansados da falta de privacidade e, principalmente, da vigilância dos pais, a plataforma cativa cada vez mais gente.

Com o app, disponível para Android e iOS, é possível compartilhar fotos e vídeos entre amigos de modo privado. Cada item enviado para seus contatos possui um timer, um limite de tempo em que ele estará disponível para visualização, de um a dez segundos. Após este período, a foto desaparece dos dois aparelhos, o que impede qualquer tipo de vigilância por parte de pais e responsáveis. O aplicativo também é constantemente ligado à prática do “sexting”, o envio de imagens sensuais por celular, graças a essa funcionalidade. Além disso, o Snapchat também avisa caso alguém faça uma captura da tela.

Com esta funcionalidade, o aplicativo vem sendo apontado como um dos grandes motivos pelo qual o Facebook tem perdido audiência entre o público mais jovem, que encontrou um modo de se comunicar de forma mais segura.

Mas, afinal de contas, o aplicativo vale mesmo os 3 ou 4 bilhões, que as gigantes estão sacudindo em frente aos fundadores do Snapchat? Muito provavelmente o app por si só não vale tudo isso. O que estas empresas realmente esperam é atrair novamente o público jovem para seu ecossistema, o que agrega valor para a publicidade que gera a maior parte das receitas geradas por ambas as empresas.

O conceito do app é o que realmente se destaca; como aplicativo em si, o Snapchat é bastante simples. A funcionalidade é perfeita, mas bastante limitada. Caso você já tenha usado o Instagram, você se sentirá familiarizado com o sistema de envio de conteúdo: basta capturar uma imagem com sua câmera e compartilhar. A diferença é que você só envia a imagem para determinados amigos. Também é possível escrever uma legenda e desenhar sobre a imagem, nada que seja realmente revolucionário, mas que acrescenta possibilidades.

Contudo, o Snapchat não é convidativo a todos. Nem todos os seus recursos são óbvios. Para incluir uma legenda na foto, é necessário dar dois toques na tela do celular, o que não é explicado em nenhum momento. Além disso, alguns se sentem perdidos logo de cara ao tentar adicionar seus amigos. Até mesmo a aplicação de filtros básicos requer a utilização de códigos “secretos”. Tudo isso só reforça como o aplicativo não é atraente para curiosos, apenas para quem já tem seus amigos presentes na rede social, que são pessoas que já possuem esta bagagem e poderão dar o passo-a-passo de como se virar.

Recentemente, o Snapchat também ganhou um recurso chamado Stories (ou Minha História em bom português), no qual os usuários podem abrir mão de um pouco da privacidade. Neste caso, as pessoas podem postar conteúdo em uma espécie de “mural”, acessível a grupos determinados pelo usuário, onde estão fotos e vídeos que a pessoa fez, que ficam guardados naquele espaço por um tempo maior, mas também limitado. A tentativa é tentar transformar o aplicativo em mais que uma simples plataforma de troca de imagens, mas um espaço personalizável, tal qual sua timeline do Facebook, com a privacidade que a rede social mais popular do mundo não pode proporcionar.

O fato é que o Snapchat é um conceito interessante para uma comunicação divertida e efêmera, mas só isso não é o bastante para valer os bilhões que empresas gigantes têm oferecido, já que o app em si pouco tem a acrescentar a elas. O que realmente estas companhias buscam são o seu público, uma comunidade bastante ativa, responsável por trocar 350 milhões de imagens por dia, numa faixa etária essencial para a publicidade. E, a julgar pela volatilidade que é intrínseca a esta fase da vida, talvez seja uma boa ideia que os criadores aceitem logo a oferta, antes que o Snapchat se torne o próximo Groupon.

Fonte : Olhardigital

 

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